segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

The worst death


E ali estou eu, sentado esperando por quem eu sei que não virá, mas eu bem sei que é exatamente como dizem, a esperança é a única espécie de morte a qual podemos viver muitas e muitas vezes, inúmeras, enquanto no pensamento ainda houver um resquício, um apego ao passado, uma lacuna a ser preenchida, nós ainda morreremos todos os dias.
A esperança nos detona, ela não nos deixa até que estejamos estirados sobre o chão, impotentes, e não tenhamos mais força para reagir, nos tortura, nos esmaga, e permanece até que estejamos acabados, e então vai embora, sem o golpe de misericórdia, sem matar-nos, isso para que possa voltar no outro e no outro dia, e nos fazer sofrer cada dia mais.
Ela serve como uma âncora, uma enferrujada, que não nos deixa viajar pelo oceano da vida, nos prende, contra a nossa vontade, nos deixa fraco frente às incertas da vida, assim, frágeis ficamos, e caímos , e não temos força para segiur em frente, tudo por causa da maldita esperança, e uma parcela de desejo, um que nos faz ignorar tudo isso um desejo de que seja real, que seja possível, que o universo conspire a nosso favor e tudo dê certo, como em um filme com um final feliz.

Pelo que você quer morrer todos os dias?





Um comentário:

Alex Steinhorst Velho disse...

Lindo texto! Parabéns!! Voltarei sempre que possível.

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